08/12/2019

Em nome da tolerância, intolerância!

FIFA, sem qualquer pudor, simplesmente retirou a frase “100% Jesus” da faixa na cabeça do Neymar. O motivo[…]

FIFA, sem qualquer pudor, simplesmente retirou a frase “100% Jesus” da faixa na cabeça do Neymar. O motivo foi nobre: tiraram por respeito. A grande questão é saber se a FIFA respeita os cristãos, se respeita a fé do Neymar.

Sabemos que o problema de fundo é a islamização do Europa. Então, se a frase fosse Allahu Akbar, a FIFA manteria, por delicado respeito aos muçulmanos. A FIFA abraçou a causa do secularismo Iluminista e do “rabinho entre as pernas” para o mundo árabe. No entanto, a FIFA teve de ficar calada quando Wendell Lira, no discurso da entrega do prêmio por seu belíssimo gol, citou a Bíblia.

Embora a experiência de fé seja de natureza profundamente privada, o direito de manifestá-la em público deve ser inalienável. Não tem essa de que sua fé deve ser assunto de foro íntimo e, por conta disso, não poder ser expressa publicamente.

O caso, absurdo, nos remete ao duplo padrão dos “progressistas”, que se mostram os mais tolerantes possíveis com todas as “minorias”, enquanto destilam sua intolerância aos “homens brancos cristãos ou judeus”. É a intolerância dos “tolerantes”, que foi tema de um ótimo livro do teólogo canadense D.A. Carson. Um livro fundamental para compreender os riscos atuais dessa “tolerância” toda de fachada.

É um caso muito sério! Expõe o duplo padrão da turma. Atacar judeus e cristãos pode, mas ai de quem falar qualquer coisa de alguma “minoria”… Se fosse “100% Maomé”, a faixa do jogador não seria apagada na imagem, pois isso seria visto como intolerância aos muçulmanos e “islamofobia” até. Mas Jesus pode ser apagado sem problema, afinal, está do lado “opressor”. Essa “marcha dos oprimidos” é simplesmente o tema mais relevante da era moderna, em minha opinião. A FIFA deveria focar mais em seus escândalos de corrupção e deixar Jesus em paz, mas a pressão “progressista” é forte e organizada demais para ser ignorada.

É por aí que vão acabar conseguindo destruir a civilização ocidental, se não houver uma reação mais firme logo. E reação firme está difícil com essas “almas sensíveis” no próprio Ocidente, achando que o ápice da liberdade é o direito de eliminar fetos humanos, se drogar, enfiar um crucifixo no ânus em praça pública na frente de senhoras e crianças ou transformar bacanal em família. Os “progressistas” perderam mesmo a noção do perigo, e essa ditadura do politicamente correto é o grande inimigo a ser derrotado, antes do combate aos demais inimigos. São os bárbaros dentro do portão que facilitam a entrada dos bárbaros de fora.

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