22/08/2019

Câmara de Campo Maior discute sobre o patrimônio cultural e questão fundiária

Presidida pela vereador Fernando Miranda, a audiência aconteceu na UESPI e abriu espaço para os componentes da mesa e para o público que quisesse se manifestar. O Reitor Nouga, fez uma síntese do que é a UESPI desde os primórdios até os dias atuais.

Vereadores e outros autoridades discutem sobre o patrimônio cultural de Campo Maior

A Câmara Municipal de Campo Maior, realizou na manhã desta quinta-feira (16), uma audiência pública no auditório da Universidade Estadual do Piauí – UESPI, Campus Heróis do Jenipapo. Na pauta, a regularização fundiária do terreno onde o prédio está construído e as políticas de proteção ao patrimônio histórico e cultural de Campo Maior.

O evento foi provocado pela instituição junto à câmara, através de iniciativa da ex-diretora e atual coordenadora do curso de História, professora Vanessa Negreiros e da atual diretora, professora Tatiana Gimenez. Além delas, estiveram presentes os vereadores Fernando Miranda, Hamilton Segundo e Luís Lima, o Magnifico Reitor Dr. Nouga Cardoso, o pró-reitor Dr. Geraldo Eduardo, o engenheiro da prefeitura, Josino Gomes, o secretário municipal de planejamento, Lucas Lima, o presidente da AUTEC, Domingos Abreu, a coordenadora geral da ADCESP, Prof. Rosângela Assunção e o promotor de justiça, Dr. Maurício Gomes.

Presidida pela vereador Fernando Miranda, a audiência abriu espaço para os componentes da mesa e para o público que quisesse se manifestar. O Reitor Nouga, fez uma síntese do que é a UESPI desde os primórdios até os dias atuais. Externou a preocupação em não poder expandir o prédio, pelo problema fundiário que assola Campo Maior. O promotor Maurício Gomes, explicou os motivos dos entraves da regularização, mostrando os caminhos da solução do problema.

O acadêmico de direito Joares Cavalcante, disse lamentar o descaso da gestão pública com o patrimônio de Campo Maior. Criticou a falta de planejamento da maior manifestação cultural da cidade, que é o festejo de Santo Antônio, há 15 dias da festa, indignando-se ainda com a ausência do prefeito Ribinha na audiência. Já o advogado Wilson Spíndola, disse fazer parte da comissão de preservação do patrimônio, que já existe no município, inclusive com estatuto, mas criticou a falta de quórum nas inúmeras assembleias já marcadas.

O presidente da Câmara, vereador Fernando Miranda, assim como o vereador Luis Lima e o vereador Hamilton Segundo, se comprometeram a fazer uma pressão política ao prefeito em relação à preservação do patrimônio, bem como, não sossegarem enquanto não resolverem a questão fundiária. “Vamos chamar a responsabilidade pra nós, mas o prefeito deixará de ser omisso, ou vamos às vias judiciais”, disse o vereador Hamilton Segundo. “A câmara vai assumir a sua responsabilidade e não medirá esforços para resolver esse problema. É um compromisso”, finalizou o presidente Fernando Miranda nos encaminhamentos da audiência.

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