A PAZ E A GUERRA

Atualmente muito se fala de paz. Paz no trabalho, paz na escola, paz nas ruas, enfim: busca-se a paz em todos os lugares.

Necessário se faz que busque a paz não da boca para fora, mas uma paz duradoura e eficaz, como sendo algo de bom na vida de todos.

Quando falamos de paz, a voz soa como um clamor, um pedido como se alguém fosse o dono da paz ou que alguém tivesse o poder de decretar a paz.

A harmonia que deve reinar absoluta no coração dos homens é uma coisa profunda, é um conhecimento, é consciência do bom e certo.

A paz ou a guerra não se pede, apenas vivenciamos. Julgamos em nosso entendimento os seus respectivos promotores. Aqueles que promovem a paz têm suas ações voltadas para o futuro, enquanto aqueles que promovem a guerra, são os oportunistas que tiram proveito da situação, só conseguem enxergar seu próprio interesse.

Nessa dualidade surgem duas vertentes: a dos heróis e a dos valentes. Heróis são os que promovem a paz e os valentes são os psicopatas que querem o poder a qualquer custo, mesmo que seja com a vida de pessoas anônimas.

Quando falamos em guerra, falamos de doença, pois o ato de agredir sempre foi e será tratada como tal. Ninguém de mente sã agride ou revida.

No passado, o Brasil participou de operações de guerra na Itália, porque foi induzido, não pela índole belicosa do brasileiro, mas para cumprir com tratados nunca assinados pelos soldados.

Aquele que promove a guerra só pensa em si, e no momento atual, nem sequer tem consciência das coisas e pessoas mutiladas pela guerra. Aquele que promove a paz pensa no homem como animal superior que ama e crê na suprema Glória.

Li recentemente algo que pode muito bem servir de exemplo para nossa maneira de pensar sobre o bem e o mal, isto é, sobre a paz e a guerra: “não podemos evitar que as aves de rapina cruzem os ares sobre as nossas frontes, mas podemos impedir que façam seus ninhos em nossas cabeças”. Isto sintetiza o bem e o mal, ou a paz e a guerra. Uma e outra só dependem de nós, de nosso entendimento. Não podemos permitir que façam ninhos de valentias sobre nossas cabeças. Isso só depende de nós e de mais ninguém.

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