Ministério repudia agressão de DJ Ivis e diz que caso alerta a sociedade

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos divulgou uma nota na tarde desta terça-feira (13) em que repudia os atos de agressão do DJ Ivis, 29, contra a ex-mulher, Pamella Holanda, 27. Segundo a pasta são cenas fortes que servem de alerta para toda a sociedade.

O crime veio à tona no último domingo (11) quando Holanda postou nas redes sociais uma sequência de vídeos em que aparece sendo vítima de socos, tapas e empurrões proferidos pelo músico. Em algumas cenas, ela aparece com a filha do casal nos braços durante a agressão.

Segundo o ministério, Holanda “deu voz a muitas mulheres que, assim como ela, vivenciam a dor de serem agredidas dentro do próprio lar”, e questiona: “até quando a palavra de uma mulher será colocada sob suspeita? Ou até quando iremos aceitar que atos de violência sejam justificados?”

A pasta alerta que muitos casos de feminicídio ocorrem após uma sequência de agressões. “É preciso interromper ciclos, é preciso encorajar as mulheres a romper situações de violência, que afetam toda a família”, afirma a nota, lançando ainda um pedido a outras instituições e pessoas.

“Diga não à publicação de atos que tenham como objetivo desacreditar uma mulher. Em caso dúvida, deixe a justiça agir. A cada momento que uma mulher tem sua imagem desconstruída publicamente para justificar um ato violento, outras tantas desistem de procurar ajuda e seguem rumo a uma morte violenta.”

Após a divulgação dos vídeos de agressão, muitos famosos e anônimos prestaram apoio a Holanda. Já DJ Ivis, foi afastado de seus compromissos profissionais pela produtora que gerenciava sua carreira até então, mas ganhou mais de 200 mil seguidores em suas redes sociais.

O músico usou suas redes sociais para justificar seus atos, afirmando haver coisas que as imagens não mostram. “Eu sempre apanhei com a minha filha no braço, alguém tem noção do que é isso?”, ele pergunta em um vídeo em que a arquiteta aparece tentando dar tapas nele, com a filha no colo.

“Sempre tentei fazer de tudo para que isso não chegasse ao extremo. E, como eu disse, tenho como provar tudo, nada vai justificar a reação que eu tive, mas não aguentava mais ameaças”, afirmou ele, que disse ter sido impedido de sair de casa por ameaça de Holanda de sumir com a filha.

Em entrevista ao programa Encontro com Fátima Bernardes (Globo), Holanda afirmou que sofreu a primeira agressão do marido quando estava grávida da filha e que chegou a ser agredida também por amamentar a menina após diagnóstico positivo de Covid, mesmo com liberação do médico.

Mais Notícias