Lan Lanh diz que exigência para doador de sêmen era ele não ser ‘bolsominion’

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A atriz Nanda Costa, 34, e a percussionista Lan Lanh, 53, esperam gêmeas. Porém, de acordo com elas, uma das únicas exigências que foram feitas no momento da escolha do doador era que ele não fosse eleitor do presidente Jair Bolsonaro.

“Que fosse saudável, brasileiro para ter o suingue e que não fosse ‘bolsominion'”, disse Lanh em entrevista ao jornal O Globo.

De acordo com o casal, a preferência pela doação no próprio país aconteceu pelo fato de a criança nascer com traços do povo brasileiro e porque no exterior os doadores estrangeiros possuem até foto e detalhes demais sobre características físicas.
“Eu já estava doida com tanta informação. Percebemos que era melhor não ter tanta [informação]. Porque não vai mudar nada, são nossas filhas”, explicou Nanda. O parto deverá acontecer em meados de outubro.

Essa foi a terceira tentativa de inseminação artificial desde 2019, quando ambas iniciaram esse sonho. No momento do resultado positivo, o pai de Lan Lanh estava muito mal no hospital após contrair a Covid-19. Antes de ele morrer, a musicista conseguiu contar que ele seria avô.

“Ele partiu naquela madrugada. Acho que acalmou o coração. Tive a sensação de que bati o tambor para ele fazer a passagem”, diz ela.

Nanda congelou óvulos após receber o convite para fazer o teste para a novela “Amor de Mãe”, oferta que considerou “irrecusável”. À época, a atriz assumiu que o plano era engravidar já naquele momento, mas adiou a iniciativa e, posteriormente, postergou a gestação pela pandemia.

Em entrevista ao Fantástico (Globo) em 27 de junho, as mães deram mais detalhes sobre a gravidez. A notícia da gestação foi guardada por cinco meses. Na entrevista ao dominical, Nanda, que pode ser vista na reprise da novela “Império”, contou que disfarçava a barriga com roupas para que ninguém soubesse.

“Eu botava uma roupa larga e um casaco por cima para esconder. Nem o porteiro sabia”, disse, aos risos, ao lado de Lan Lanh. “É um som incrível. […] Veio aquele som e eu disse: ‘nossa, como bate forte o tambor, é um Olodum'”, emendou a percussionista sobre o momento em que ouviu o coração das gêmeas.

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