15/09/2019

Fugindo do socialismo de Maduro, venezuelanos chegam a Teresina

Entre os venezuelanos há crianças com aparência de 4 e 5 anos e idosos. A reportagem flagrou uma senhora de aproximadamente 80 anos se protegendo do sol com um papelão e, nitidamente, precisando de atendimento médico. Para tentar sobreviver, eles pedem doações e estão vendendo água e balas nos semáforos. 

Milhares de venezuelanos ja deixaram o país fugindo da opressão do ditador Nicolas Maduro

Aumentou o número de venezuelanos em Teresina. Nessa terça-feira (28) mais 20 imigrantes chegaram na capital e ocuparam a Praça do Saraiva, no Centro da cidade. Agentes de Proteção Social (APS) da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) realizam monitoramento da situação.

Entre os venezuelanos há crianças com aparência de 4 e 5 anos e idosos. A reportagem flagrou uma senhora de aproximadamente 80 anos se protegendo do sol com um papelão e, nitidamente, precisando de atendimento médico. Para tentar sobreviver, eles pedem doações e estão vendendo água e balas nos semáforos.

“Precisamos de uma casa para as crianças. Saímos da Venezuela, passamos por Boa Vista, Manaus, seis dias de barco até Belém. Ficamos lá cinco meses e não conseguimos nada, por isso viemos para cá”, disse o venezuelano Celso Garcia.

O grupo está acampado na Praça Saraiva, em frente a Casa da Cultura. No local, eles armaram redes e improvisaram um varal com roupas. Em meio ao cenário de tristeza, gestos de solidariedade.

“Pessoal vem de tão longe, passando por tanta necessidade. Não custa nada ajudar um pouco. Tem muita gente que tem casa boa, comida e às vezes ainda se reclama da vida. E eles que estão no meio da rua, nem um local pra ficar não tem! A gente se colocou no lugar deles e veio ajudar. Fome dói”, disse Gilberto Ferreira que levou doações de alimentos, assim como outros teresinenses que se solidarizaram com os desabrigados.

Com a chegada de mais 20 imigrantes, o número de Venezuelanos em Teresina chega a 80. No último 12 de maio um grupo de 60, após percorrer cidades do Pará e do Maranhão, montou alojamento na Praça do Estádio Lindolfo Monteiro, região Centro-Norte de Teresina. Parte deles foi abrigada em um Centro Social na zona Norte da capital.

Ontem a Fundação Municipal de Saúde (FMS) desenvolveu ação de atualização da caderneta de vacinação dos venezuelanos. “A investigação feita pela FMS mostrou que o cartão de vacinação tanto dos adultos como das crianças estão com muitas falhas, e nós pensávamos que íamos vacinar os 52 venezuelanos. Infelizmente somente 15 compareceram, agora vamos nos programar para ver de que maneira podemos atuar para conseguir regularizar a vacinação dessa população”, disse Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS.

Veja também