20/11/2019

Campo Maior pode ter concurso candelado

No Piauí, as duas empresas realizaram concursos nas cidades de Joaquim Pires , Altos, Campo maior , Cocal e Luis Correia. Cidades do Maranhão e do Pará também tiveram certames promovidos pelas empresas.

Promotoria está avaliando os concursos públicos

O promotor Túlio Mendes, do Ministério Público da  cidade de Cocal, não descarta a possibilidade de fraude nos próprios concursos realizados pelas empresas Instituto Machado de Assis e Crescer, e não só nas licitações.

No Piauí, as duas empresas realizaram concursos nas cidades de Joaquim Pires , Altos, Campo maior , Cocal e Luis Correia. Cidades do Maranhão e do Pará também tiveram certames promovidos pelas empresas.

Em Cocal o concurso deveria ter acontecido neste ano , mas foi cancelado  após o Ministério Publico e a Polícia Civil detectarem indícios de fraudes nas licitações de contratação das  empresas. Na cidade o concurso tinha mais de 100 vagas, dentre elas para os cargo  de procurador.

“Temos indícios fortíssimos de que as empresas ganharam as licitações por meio de fraudes.  Agora vamos formar uma convicção sobre o porque destas empresas atuavam assim, qual era a finalidade”, disse o promotor.

O delegado Ferdinando Martins, da Delegacia de Combate à Corrupção, conta que as empresas” simulavam disputas ” em editais onde só elas poderiam vencer licitações.

“O desenho desses editais eram presentes em vários concursos. Vamos analisar os materiais apreendidos na operação e pedimos que qualquer candidato que fez concursos nessas empresas e tenham se sentido lesados podem entrar em contato com a Polícia Civil  através do número 86 99426-5721” , informa o delegado Ferdinando.

O delegado Geral da Polícia Civil  Luccy Keikko adianta que está é a primeira fase da operação, que deve ter novos desdobramentos. Conforme os materiais apreendidos sejam analisados, concursos em outros municípios podem ser cancelados caso fraude nas licitações sejam comprovadas.

A coordenadora do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público , promotora Débora Geane, destaca a importância da operação.

“Quero destacar a importância dessa parceria do Gaeco com a Polícia. Essa fraude escancarou uma injustiça vem acontecendo nos municípios e é exatamente relevante porque tem um forte impacto social”, analisou.

A operações cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em dez endereços de pessoas ligadas às empresas.

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