08/12/2019

Uma comissão pode ser criada para discutir a grave crise da UESPI

Segundo o secretário Ricardo Pontes, atualmente o estado passa por contenção de gastos devido à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Por esse motivo, o governador Wellington Dias também chegou a afirmar que o governo não poderia conceder reajustes.

O secretário da Administração e Previdência do Piauí (SeadPrev), Ricardo Pontes, propôs a criação de uma comissão para debater a situação da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e apresentar resoluções para as demandas. O grupo deve ser formado por representantes do governo, da administração superior, professores, estudantes e deputados que se colocaram à disposição em tratar os assuntos. Ricardo se reuniu nesta segunda-feira (25), com representantes da categoria docente.

Governo não tem dinheiro: Ricardo Pontes reconhece que o momento para a UESPI é delicado e que uma comissão pode ajudar a encontrar a saída para a crise.

Os professores da instituição iniciaram uma greve no dia 18 de março. Dentre algumas demandas estão o pagamento de bolsas e funcionários terceirizados; ampliação da assistência estudantil; melhor infraestrutura para todos os campi; progressão, promoções e regime de trabalho de professores; convocação de professores classificados no último concurso; reajuste salarial; novo concurso para professor e autonomia financeira da Uespi.

Segundo Ricardo Pontes, atualmente o estado passa por contenção de gastos devido à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Por esse motivo, o governador Wellington Dias também chegou a afirmar que o governo não poderia conceder reajustes.

A oposição da Assembleia Legislativa posicionou-se no sentido de que iria vistoriar a situação e cobrar encaminhamentos. A deputada Teresa Britto (PV) disse que iria propor uma audiência pública.

“Esta Casa não pode se furtar a apoiar essa luta dos educadores, servidores e educandos. Eles só querem o melhor para a Uespi e é isso o que nós queremos também. […] É preciso que o governador se sensibilize e libere recursos, pois as despesas com educação não são gastos, mas investimentos”, ressaltou.

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