Os Sete Pecados Capitais

Quando crianças, aprendemos alguns preceitos religiosos, entre outros os 7 pecados capitais: inveja, luxuria, avareza, gula, preguiça, ira e o orgulho. Naquele tempo apenas repetíamos aquilo que nos era ensinado.

Hoje sabemos que a inveja só é pecado porque significa o desejo de ter algo semelhante ao do outro; querer parecer com o outro, desejar aquilo que não nos pertence.
Luxuria é sensualidade. Se isso é pecado o mundo está repleto de pecadores. Sensualismo é meio e não fim.

Avareza é a virtude do banqueiro, ainda que do jogo do bicho, é também do FMI, de empresários, de governantes, enfim, quase todos do mundo globalizado sofrem com esse pecado. Pecado?

Gula é tudo que um gordinho possui. Eles gostam e abusam na mesa, mas não querem mal a ninguém. Seria isso pecado?

Preguiça: esse é o mais antigo pecado. Mas afinal quem ainda não teve aquela preguiçinha uma vez na vida? Nunca soube que essas pessoas tivessem arrependidas desse pecado.

Ira é um sentimento de ódio proveniente de uma ofensa ou injúria. Lembro da Lei Judaica: olho por olho, dente por dente… Religiosos que professavam essa doutrina eram pecadores?

Orgulho é o que o pai tem do filho, que o filho tem do pai… Essa reciprocidade é natural em todas as camadas sociais e esse pecado às vezes sede lugar a certa sensação de vitória.

Por essas razões não considero os 7 pecados capitais tão pecados assim. Pecado é contrariar a lei da natureza ou contradizer as manifestações de Deus. Para Isócrates de Oliveira, pecado é “serrar com o martelo ou bater com o serrote”. Contrariar a natureza do homem também é pecado.

Na realidade o grande pecado chama-se mentira. Perto da mentira os 7 pecados capitais passam a ser virtudes. A mentira além de descaracterizar um fato, pode até arruinar a sociedade. A pessoa mentirosa não coloca apenas sua vida em risco, mas a de seus amigos e parentes. Além de tudo não é confiável, nem para os próprios filhos.

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